Agricultura - 17/08/2014

Feijão – Operações de AGF têm sido insuficientes para dar suporte ao mercado.

O analista pondera que com a crise do mercado o produtor pode perder estímulo para a próxima safra.



O mercado de feijão carioca está enfraquecido com preços abaixo do mínimo e cotações variando entre R$ 40 e R$ 75 por saca de 60kg.

As operações de Aquisição do Governo Federal (AGF) têm sido insuficientes para o setor. Portanto, o produtor que tem seu feijão recém colhido deve fazer a venda rápida. O assunto foi discutido durante o programa Mercado & Cia, apresentado por João Batista Olivi.

Segundo o analista da Correpar, Marcelo Luders, o cenário está crítico e alguns produtores não conseguem cobrir os custos de produção. “Os produtores estão com custos para essa terceira safra que vão de R$ 90 a R$ 100 e não estão conseguindo cobrir nem o custo. No Paraná, interior de São Paulo, interior de Minas e Goiás existe feijão que deveria ter sido comercializado ou comprado pelo governo, mas não foi”, diz.

A dica para o produtor, segundo Luders é comercializar rápido o feijão recém-colhido para que não escureça. Mesmo que o feijão tenha reação em outubro, não significa que terá premiação para o produto guardado desde agora.

O analista pondera que com a crise do mercado o produtor pode perder estímulo para a próxima safra, deixando de plantar feijão carioca, o que poderia parecer uma nova oportunidade acabaria não se concretizando. “Se todos pensarem igual pode ser uma armadilha. Por isso, o produtor deve estar informado e acompanhar diariamente o mercado de feijão”, afirma Luders.

Segundo Luders, os produtores que não apostaram só no feijão carioca e diversificaram a produção conseguiram melhores resultados. “Alguns produtores estão colhendo feijão jalo e vendendo acima de R$ 150 e R$ 180, colhendo rajado e vendendo acima de R$ 100. Se o mercado tem uma situação que o consumidor não quer um feijão mais escuro, começa-se a buscar novas alternativas”, afirma.

Quanto as importações de feijão preto da China, o analista acredita que o Brasil deve apostar mais na produção interna e importações de países da América do Sul, se houver importação do país asiático será em pequenas quantidades.

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