Economia - 23/12/2015

Faturamento das micro e pequenas empresas cai 20,9% em outubro.

Desempenho dos pequenos negócios continua prejudicado pelo mau momento da economia brasileira e resultados por setores também foram negativos.



As micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo registraram queda de 20,9% no faturamento real (já descontada a inflação) em outubro na comparação com o mesmo mês de 2014, de acordo com a pesquisa Indicadores Sebrae-SP. Os resultados refletem o desempenho ruim da economia brasileira a partir da piora no mercado de trabalho, o aumento do desemprego e a queda real da renda, além da diminuição da confiança das famílias e dos empresários. Por setores, os resultados do período também foram negativos: indústria (-11,1%), comércio (-24,1%) e serviços (-20,7%).

A receita total das MPEs em outubro deste ano alcançou 49 R$ bilhões, o que representa 13 R$ bilhões a menos em relação ao mesmo mês de 2014. No acumulado de janeiro a outubro, as MPEs tiveram queda de 13,1% na receita real na comparação sobre o mesmo período de 2014. 

“O resultado reflete a queda no consumo e no investimento. E, infelizmente, as perspectivas de recuperação da economia em 2016 não são otimistas. Será mais um ano em que as micro e pequenas empresas deverão trabalhar muito, apenas para contornar a crise”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano. Por setores, de janeiro a outubro, a retração no faturamento foi de 9,2% na indústria, 12,6% no comércio e 15,2% nos serviços. 

No acumulado do ano (de janeiro a outubro), as MPEs paulistas apresentaram aumento de 1,6% no total de pessoal ocupado em relação ao mesmo período de 2014. Ainda neste mesmo período, a folha de salários paga pelas MPEs teve queda real de 1,9%. O rendimento real dos empregados teve redução de 2,4%.

Expectativas MPEs 

Em novembro deste ano, 58% dos proprietários de MPEs disseram aguardar estabilidade quanto ao faturamento da empresa nos próximos seis meses, ante 55% em novembro de 2014. Com relação aos rumos da economia brasileira, 45% dos empresários esperam manutenção do nível de atividade: um ano antes a representatividade era de 49%. E outros 33% acreditam em piora no nível de atividade econômica nos próximos seis meses. Em novembro do ano passado, 26% pensavam desta forma.

MEI

Em outubro de 2015, os Microempreendedores Individuais (MEIs) paulistas apresentaram queda de 11,6% no faturamento real sobre outubro de 2014 (já descontada a inflação).

Por setores, no período, os resultados para o faturamento do MEI foram: indústria (-12,7%), comércio (-17,4%) e serviços (-5,4%). 

Expectativas MEI

Para os próximos seis meses, os MEIs são relativamente mais otimistas que os proprietários de micro e pequenas empresas (MPEs) no que se refere ao seu faturamento. Em novembro deste ano, 47% dos MEIs disseram esperar aumento no faturamento nos próximos seis meses. No entanto, esse percentual já foi maior: em novembro/14 era 54%. O número de empresários que espera estabilidade no faturamento foi de 35%, ante 33% um ano antes; e 12% esperam uma piora (eram 11% em novembro/14).

Em relação à economia brasileira, os MEIs estão um pouco mais pessimistas que os proprietários de MPEs. Em novembro/15, a maior parte dos MEIs (39%) espera piora para a economia brasileira nos próximos seis meses (eram 34% um ano antes). Outros 30% aguardam estabilidade (mesmo percentual de novembro/14). Diminuiu a parcela dos que esperam melhora na economia: de 35% em novembro/14 para 25% em novembro/15.

A pesquisa

A pesquisa Indicadores Sebrae-SP foi realizada com apoio da Fundação Seade. Foram entrevistados 1.700 proprietários de MPEs do Estado de São Paulo e 1.000 MEIs durante o mês de referência. No levantamento, as MPEs são definidas como empresas de comércio e serviços com até 49 empregados e empresas da indústria de transformação com até 99 empregados, com faturamento bruto anual até R$ 3,6 milhões. Os dados reais apresentados foram deflacionados pelo INPC-IBGE.

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