Economia - 13/11/2015

ACE de Itararé participa do 16º Congresso das Associações Comerciais do Estado de SP.

Crise e cadastro de inadimplentes foram temas debatidos.



  • Representantes da ACEI de Itararé no 16º Congresso das Associações Comerciais do Estado de São Paulo.

Na última semana, dois representantes de Associação Comercial de Itararé – Orlando Stefani (1º secretário) e Karina Valério (gerente) – estiveram no Guarujá no 16º Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), entidade que reúne mais de 400 associações comerciais paulistas. O evento aconteceu entre os dias 4 a 6 de novembro e teve como tema “Novas ideias. Construindo caminhos”.

O tradicional Congresso da Facesp é um dos principais encontros entre empresários e líderes de diversos setores. Em meio a uma crise econômica e quedas constantes no varejo, os participantes debateram soluções e caminhos de saída para o segmento.

“Não devemos falar em crise, mas sim em soluções. Já vivi inúmeras crises, mas minha disposição sempre foi - e continua sendo - a de incrementar a força e a inteligência de todos os empreendedores. Somente juntos poderemos encaminhar o País para uma direção melhor”, pontua Alencar Burti, presidente da Facesp e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Um dos assuntos mais importantes para o comércio varejista - o cadastro de inadimplentes - também foi debatido. Uma lei paulista que entrou em vigor em setembro obriga as empresas de negativação a enviarem cartas com aviso de recebimento antes de incluir o nome de consumidores devedores em seus bancos de dados. O tema foi abordado pelo diretor jurídico da Boa Vista, Dirceu Gardel. A lei está sendo questionada por diversas entidades - entre elas a Facesp -, foi para julgamento no STF e impacta diretamente a qualidade do crédito no comércio e a confiabilidade dos cadastros.

Durante o Congresso, os participantes fizeram uma carta de manifesto. Confira o texto na íntegra.

 

Carta de Guarujá

As Associações Comerciais do Estado de São Paulo, reunidas no 16º Congresso Estadual da FACESP-FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO, manifestam sua posição sobre o momento atual do País:

O Brasil amarga uma grave crise que não é só econômica. É também política e ética, agravada pela falta de liderança em todos os segmentos. A classe política enfrenta o descrédito da população. Os órgãos governamentais e os serviços públicos não funcionam como deveriam. Os valores éticos que deveriam nortear a conduta dos homens públicos e dos empresários são manchados pela corrupção de alguns, que não querem servir, mas se servirem do Brasil. O clima de impunidade assegura o sucesso dos negócios escusos.

O Brasil nunca precisou tanto de um choque de moralidade e de gestão para despertar do perigoso caminho que está nos levando para o abismo.

Elencamos algumas atitudes necessárias por parte dos homens públicos, para que o povo brasileiro possa recuperar sua autoestima, e o país voltar ao caminho do desenvolvimento.

01 – O Governo Brasileiro tem que se comportar de acordo com a nossa realidade, coibindo o eterno festival de gastança inconsequente. Gastar menos e gastar melhor.

02 – Os partidos políticos que se servem dos ministérios como moeda de troca têm que ser reduzidos ao mínimo necessário para sustentar a democracia, o que exige uma reforma que leve não apenas à redução de seu número, como assegure o respeito a seus programas.

03 – O número de ministérios tem que ser reduzido a uma quantidade mínima para atingir a eficácia, ao invés de servirem de cabide de empregos ou para barganha política.

04 – Os Governadores dos Estados têm que desenvolver ações para a coesão nacional, para que possa prevalecer o verdadeiro espírito federativo.

05 – O sistema eleitoral tem que ser revisto para conter o poder da máquina, tão coercitivo nas campanhas eleitorais, eliminando-se a viciada reeleição.

06 – As estatais, autarquias e agências reguladoras têm que ser controladas para não se tornarem agências de negócios ou de concessão de privilégios.

07 – O Senado, a Câmara e as Assembleias têm que eliminar privilégios de seus representantes e reduzir seus custos, mirando nos exemplos da austeridade dos países desenvolvidos.

08 – O sistema representativo tem que passar por reengenharia saneadora, revendo a quantidade de senadores, deputados federais e estaduais e os vereadores devem integrar as Câmaras Municipais como prestação de serviços à comunidade, absolutamente sem remuneração e mordomias.

09 – Todas as divisões, subdivisões, ramificações do Poder Judiciário têm que se afinar estritamente ao cumprimento da Lei, sem vantagens adicionais que possam representar privilégios.

10 – O sistema da Previdência Social deve ser revisto, eliminando-se privilégios de grupos e assegurando a todos os aposentados uma retirada da vida profissional com dignidade e sem miséria.

11 – Os gastos públicos em todas as esferas de governo tem que ser reduzidos. A gestão pública tem que ser aprimorada com base na meritocracia e os investimentos devem ser estimulados através de parcerias com o setor privado.

12 – Deve-se rever a intervenção governamental na atividade empresarial ao mínimo indispensável. A burocracia deve ser radicalmente diminuída e a tributação simplificada, reduzida e racionalizada.

Como conclusão, é fundamental que se permita ao setor privado conduzir o País ao desenvolvimento e à sociedade brasileira comandar os destinos do Brasil, ao invés de ser conduzida pelos políticos burocratas.   

Guarujá, 05 de novembro de 2015
Congresso da FACESP

Veja mais


Horário de Verão diminui em 0,55% o Consumo de Energia na área de Concessão da ELEKTRO.

Com essa redução, ocorre melhoria na qualidade e maior segurança no fornecimento de energia elétrica.

Ler notícia

Pequena indústria tem vida mais longa e emprega mais do que outros setores.

Pesquisa do Sebrae-SP revela que as empresas do segmento estão em um estágio de maturidade mais avançado do que as de comércio e serviços.

Ler notícia

CCR SPVias repassa mais de 28 milhões de reais de ISS para municípios da região.

Itararé recebeu quase R$ 360 mil de ISS da praça de pedágio em 2014.

Ler notícia


Comentários